Caracterização da Bacia | Caracterização da Bacia |
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Caracterização da Bacia Hidrográfica do Rio dos SinosFonte:Registros da Secretaria Executiva do COMITESINOS A bacia hidrográfica do Rio dos Sinos é formada por 32 municípios que ocupam uma área de 3.800 km2. Localiza-se na região leste do Estado, tendo ao norte a Serra Geral, onde faz divisa com o curso superior do Caí. O vale do Caí continua sendo seu vizinho a oeste até o encontro de ambos no Delta do Jacuí. Ao sul fica a cadeia de morros que faz o divisor de águas do Sinos e Gravataí, que é outro formador do Guaíba. A leste fica a cadeia montanhosa onde o rio nasce no interior do município de Caraá, a cerca de 600 metros de altitude. O Rio dos Sinos – curso principal da bacia homônima - é um dos principais rios de domínio do Estado do Rio Grande do Sul, e forma, junto com mais sete rios, a Região Hidrográfica do Lago Guaíba. Figura 1: As bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul; G20 corresponde à bacia do Rio dos Sinos O Rio dos Sinos tem cerca de 190 km de curso até sua foz no município de Canoas que, somados aos demais corpos d’ água da bacia, totalizam uma rede de drenagem de 3.471 km de extensão. Seus principais afluentes são, no sentido das cabeceiras para a foz: o rio Rolante, o Rio da Ilha e o rio Paranhama, todos pela margem direita e com nascentes na região serrana (municípios de São Francisco de Paula e Canela). Na porção inferior recebe, ainda, contribuições dos arroios Sapiranga, Pampa, Luis Rau, Portão, João Corrêa, Sapucaia e outros. O Rio dos Sinos tem três modos diferentes de correr, que são definidos pela declividade do seu fundo: o trecho superior – primeiros 25km, entre as cotas 600 e 60m onde o fluxo do rio é bastante rápido e encachoeirado; o trecho médio – com 125km entre as cotas 60 e 5m onde o rio se desloca normalmente; e o trecho inferior – com 50km e cuja declividade é praticamente nula, apresentando um escoamento muito lento. O clima da região é subtropical com médias anuais em torno de 20 graus e cerca de 1.600 mm de chuva por ano, bem distribuídos nas quatro estações. Exemplos de vazões normais e de estiagem, na bacia Sinos, em metros cúbicos por segundo.
Um fator que favorece a situação da bacia do Rio dos Sinos é a contribuição de água proveniente da bacia do rio Caí, através do Sistema Hidrelétrico do Salto, que com um túnel desvia entre 5 a 9m3/s para dentro do rio Paranhana. Cerca de 10% da vazão normal do Rio dos Sinos em sua foz não é gerada na própria bacia, mas proveniente da transposição do rio caí.
Na virada do século, a construção da estrada de ferro traz novo impulso econômico à região. As oficinas de artesãos vão evoluindo para pequenas e médias indústrias de calçados. São construídas represas para gerar energia elétrica e é instalado um parque fabril que evolui rapidamente Na década de 60, com a criação da Feira Nacional do Calçado – Fenac e o início das exportações de calçados a região torna-se o principal pólo exportador deste produto no país. Fenômeno que trouxe muitos recursos ao vale e serviu de atração para uma imensa massa de migrantes expulsos do campo pela revolução agrícola. Isto gerou um crescimento rápido e desordenado da região, especialmente nos seus núcleos urbanos. Toda esta população têm-se valido do rio para os mais diversos usos. Além de via natural de transporte, o Rio dos Sinos tem sido fonte de abastecimento de água aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. Do mesmo modo a indústria tem se utilizado dele como fonte de extração de água para os mais diversos fins. A irrigação também busca no rio e seus afluentes uma fonte do líquido precioso. A pesca artesanal é outra fonte de exploração de suas águas, mais como opção de lazer da população que também dele se utiliza para banhos e esportes náuticos. Suas margens são muito usadas para o descanso nas várias prainhas e recantos. A pesquisa científica também tem se debruçado sobre o rio e seus ecossistemas naturais. Até mesmo a construção civil busca no seu leito a areia para erguer as cidades do Vale. E como não poderia deixar de ser, ele tem sido o destino final de uma série de rejeitos da nossa sociedade. As principais fontes de poluição são os esgotos cloacais, vários focos de lixo dispostos de modo clandestino e inadequado e os efluentes industriais. O modelo de ocupação bacia hidrográfica do Rio dos Sinos/RS, ancorado em formas desorganizadas e tecnologias agressivas de ocupação e uso do solo, tem levado à contaminação crescente dos corpos hídricos e à degradação da flora e fauna original. O monitoramento dos cursos d´água (FEPAM) e diagnósticos (Monalisa) demonstram as conseqüências dos desequilíbrios causados pelos modos de vida e produção de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, que dependem da disponibilidade hídrica em qualidade e quantidade para o consumo humano, dessedentação de animais, desenvolvimento das atividades produtivas, culminando com a mortandade de mais 85 ton. de peixes, no ano de 2005. O diagnóstico da condição ambiental da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos será atualizado a partir da execução do Plano Sinos, em fase de contratação.
Municípios da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos
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