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VerdeSinos desenvolve atividades socioambientais com guaranis da Aldeia Pindoty

No primeiro encontro mensal de 2026, guaranis receberam lixeiras e orientações para a correta separação e destinação dos resíduos sólidos

26 de janeiro de 2026

Magali Schmitt

Magali Schmitt

Fotos: Carlos Rasch/VerdeSinos

Roda de Conhecimento Ambiental na Aldeia Pindoty, em Riozinho.

Com encontros mensais da Roda de Conhecimento Ambiental, desde o início do projeto VerdeSinos etapa 5, indígenas da Aldeia Pindoty, do município de Riozinho, desenvolvem ações socioambientais. Neste primeiro mês de 2026, os guaranis receberam lixeiras e orientações para a correta separação e destinação dos resíduos sólidos. Os encontros são participativos, com oficinas práticas e integração de saberes tradicionais e técnicos.


Em janeiro, cada uma das cinco famílias recebeu lixeiras para separar lixo seco, orgânico, cinza do fogo, casca de ovo e bombonas para armazenamento do óleo de cozinha usado. Através do projeto VerdeSinos, realizado pelo Comitesinos e Movimento Roessler, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, a comunidade já construiu uma composteira que colaborará com a produção de adubo para a horta a ser implementada.

Neste encontro, também foram definidas as mudas de árvores frutíferas que serão plantadas no pomar, conversado sobre a escolha dos equipamentos rurais, como ferramentas manuais e tratorito, que ajudarão na execução da agrofloresta e identificado o local para a horta de verduras e ervas.


A reserva indígena conta com 24 hectares onde residem cinco famílias formadas por guaranis que vieram de Santa Catarina, em 2012, e se estabeleceram ali. Conforme o cacique Felipe Oscar Brizoela, é preciso compreender o momento histórico que se vive e saber equilibrar a realidade de uma aldeia urbana com a manutenção da cultura guarani, com a transmissão da cultura ancestral para seus descendentes. O líder também reforça a importância de valorizar o acesso às ferramentas, mudas e sementes, além de todo apoio do VerdeSinos, enquanto mantém a tradição e verbaliza esses ensinamentos na língua guarani para que todos prestem atenção.



ESPAÇOS DE TROCA — A bióloga Virgínia Koch, que atua há 26 anos com os indígenas daquele território, ressalta que os juruá – termo indígena para se referir ao homem branco - têm muito a aprender com os indígenas. “As aldeias urbanas são espaços riquíssimos para essas trocas de saberes e contribuição com o planeta, com cada um fazendo a sua parte”.


Para Kely Boscato, coordenadora do VerdeSinos, as ações realizadas e as previstas evidenciam o papel do Projeto VerdeSinos Cidades-Esponja como articulador de soluções baseadas na natureza. “Focamos na educação ambiental e na participação social, consolidando as condições técnicas, institucionais e territoriais para a construção de um mundo melhor”.

A Aldeia Pindoty conta com uma escola guarani, uma casa de rezo, plantação de milho guarani - com grãos nas cores amarelo, preto, branco e azul, cultivo de erva-mate e criação de porcos e galinhas.

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