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16/11/2014

Comitesinos defende BR-448 em elevada

O Comitesinos está se mobilizando para que eventuais estudos para o prolongamento da BR-448 (Rodovia do Parque) na região sejam feitos prevendo uma via elevada, como ocorre hoje no trecho que passa pelo Parque do Delta do Jacuí. Esse foi o teor da Deliberação CBHSinos 53/2014, aprovada por unanimidade na plenária realizada na última semana, na Unisinos. Para o
Comitesinos, se a rodovia tiver uma continuidade, o novo trecho deve ser feito de modo a preservar as áreas úmidas e sem alterar o regime hídrico das áreas próximas.

“O Comitesinos vem alertando que a condução dos trabalhos de órgãos públicos sinaliza uma excessiva confiança em soluções tecnológicas e soluções estruturais, isolados de um contexto mais amplo sem o entendimento da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos e suas interrelações; acarretando uma ineficiência dos sistemas de contenção de cheias existentes, por estarem voltados para soluções estruturais, isolados de um contexto mais amplo. Enfatize-se que estas afirmativas são constantemente apresentadas nos meios de comunicação municipais, estadual e nacional em cada período chuvoso”, cita a justificativa da Deliberação. Nesse caso, referindo-se também ao possível agravamento de situações de cheia em uma eventual construção de aterros para a estrada.

Tema, aliás, que acendeu luz de alerta no Comitê de Bacia, quanto ao projeto de Estudos de Alternativas e Projetos para Minimização do Efeito das Cheias na Bacia do Sinos, da Metroplan. O estudo está em fase de licitação e a preocupação do Comitesinos é que sua execução leve em conta dados e decisões tomadas pela comunidade da região durante a elaboração do Plano de Bacia da região, concluído em julho. O tema também esteve na pauta da Plenária e o trabalho agora é para que o Comitê tenha voz ativa na ação da Metroplan, para garantir que os estudos contemplem as características, realidade e, principalmente, riscos em toda a Bacia.

 

VERDESINOS

O Projeto VerdeSinos também teve uma apresentação para o colegiado do Comitesinos, como vem ocorrido na súltima plenárias. Desta vez, o foco foram os projetos de pesquisa científica desenvolvidos pela universidade Feevale. A apresentação ficou a cargo do professor Günther Gehlen, que falou sobre a equipe que conta com outros seis cientistas e bolsistas de mestrado que devem avaliar diversos aspectos da fauna e flora do Rio dos Sinos nos próximos meses. Eles deverão traçar um raio-X da vida nos banhados da região e as informações – como das outras pesquisas realizadas pela Unisnos e Ufrgs – servirão para dar suporte às ações de preservação e recuperação dessas áreas.

 Saiba mais:

O Projeto VerdeSinos é encabeçado pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) e pela Fundação universitária para o Desenvolvimento do Ensino e da Pesquisa (Fundepe). A iniciativa tem patrocínio da Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental, e parcerias com a Unisinos, Feevale, Ufrgs e Upan, além do apoio do Ministério Público Estadual (MP), Emater, Irga, sindicatos rurais, prefeituras e outras instituições. 

Ele surgiu em 2009, oriundo do Projeto Piloto de Recomposição da Mata Ciliar da Bacia do Rio dos Sinos, que em 2008 já desenhava uma parceria entre o Comitesinos, produtores, MP e outras entidades da região. O objetivo era iniciar uma ação permanente para reverter a degradação ou ausência da vegetação ribeirinha detectada pelo Projeto Monalisa (que, entre 2004 e 2006 mapeou quase 3 mil quilômetros de córregos, arroios e rios da região).

Em sua trajetória, o VerdeSinos já superou a marca de 330 hectares de mata ciliar preservados ou em processo de recuperação, com mais de 52 mil mudas plantadas, 114 mil metros de arame e 6 mil mourões. Tudo isso mobilizando mais de 6 mil pessoas, em 21 municípios da região.

Agora, a iniciativa está entrando em um novo patamar, ampliando suas ações também para a identificação, preservação e recuperação de áreas úmidas (banhados), nascentes e encostas. Para isso, o Comitesinos está contando com toda a força dos voluntários que participaram da primeria etapa (e que deve ser ampliada) e novamente vai casar as ações em campo com o trabalho em educação ambiental (não só em sala de aula, mas também junto às comunidades).

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